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30 de ago. de 2011

FOGO DE CONSELHO

Está escuro, a noite cai silente...
Nas sombras da mata, da floresta,
vaga-lumes e grilos fazem festa
sob um belo céu de luar fulgente...

O burburinho soa pelos cantos:
ansiosos preparam-se os lobinhos.
Vistos de longe, assemelham-se a anjinhos:
rostos lindos, de fazer inveja aos santos!

Surge então, das trevas essa chama:
faz-se luz, acende-se a fogueira,
saudando crianças e jovens em fileira,
à confraternização todos conclama.

Ao tremeluzir dos vaga-lumes e do fogo,
cada chefe checa o último detalhe,
preocupado que o seu grupo não falhe
no teatro que sucede, qual um jogo...

Jovem, o tempo passa tão ligeiro!
Cada estrela que te contempla hoje
amanhã se vai e foge,
como vai-se do lar o escoteiro...

Um dia, adulto, terás te afastado
deste fogo de conselho tão saudoso!
Olharás para trás e orgulhoso
lembrarás de cada chefe abnegado...

No coração, fica acesa a centelha.
Um dia trouxe aos olhos teus o brilho
que agora brilha nos olhos do teu filho,
E em ti, pai, mãe, ele se espelha.

Lobinho, escoteiro: onde estejas, sê leal!
Os chefes são passado, já se foram.
São estrelas que hoje do céu olham
para ver se seguiste o ideal...

Jamais esquecerás os cantos entoados
nem o cheiro da fogueira crepitante!
Vivas mil anos ou só mais um instante,
são momentos para sempre relembrados!

Roberto Curt Dopheide